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Crédito imobiliário tem em 2014 menor crescimento em uma década

O crédito imobiliário encerrou 2014 com a menor taxa de crescimento em uma década. Os desembolsos para aquisição e construção de imóveis somaram R$ 112,9 bilhões no acumulado do ano, com crescimento de 3,4% ante o montante concedido em 2013.

Esse é o ritmo mais lento de avanço da modalidade desde 2004. O percentual está próximo do desempenho mostrado em 2012, quando o crédito imobiliário cresceu 3,56% na comparação anual. Naquele ano, houve uma forte queda na demanda por crédito das grandes construtoras, que passaram por uma série de ajustes em estoques e na aprovação de novos projetos. Já em 2013, foram desembolsados R$ 109,2 bilhões, com avanço de 31,9% ante 2012.

Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e dizem respeito apenas a operações de crédito com recursos da poupança. Ou seja, empréstimos com recursos do FGTS e do FAR (como o programa Minha Casa, Minha Vida) estão fora desse universo.

O desempenho veio bem abaixo da previsão inicial da associação, de um avanço de 15% para o ano. A deterioração da economia ao longo de 2014, em especial a queda na confiança dos consumidores, foi citada pela associação entre as razões do desempenho da modalidade abaixo do esperado. Para 2015, a Abecip traçou uma perspectiva mais modesta de avanço, de crescimento de 5%.

Tanto empréstimos imobiliários para pessoas físicas como empresas perderam fôlego no ano passado. Em 2014, foram R$ 81,5 bilhões em empréstimos desembolsados para aquisição de imóveis, crescimento de 5,9% ante o ano anterior. Em 2013, esse avanço havia sido de 40,7%. Já o crédito para construção somou R$ 31,4 bilhões concedidos, com queda de 2,6%. Em 2013, essa linha havia avançado 14,8%.

Ainda que em um nível menor de crescimento, a Abecip defende que há espaço sim para mais crédito imobiliário no Brasil. Entre as razões, está o bônus demográfico da população brasileira nos próximos anos, que deve fomentar a compra do primeiro imóvel. Além disso, a relação entre crédito imobiliário e Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil está em 9,7%, longe ainda de países como Chile (18,9%) e Estados Unidos (62,1%).

Apenas em dezembro, foram desembolsados R$ 10,6 bilhões em crédito imobiliário, com avanço de 2,7% na comparação com igual mês do ano anterior. Embora o crescimento tenha sido menor que a média do ano, a cifra representou o segundo maior valor desembolsado em um só mês da série histórica da Abecip, que começa no início do Plano Real.

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Fonte: Valor Econômico

 

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