H1N1

Dia Mundial da Saúde e o alerta nacional do vírus H1N1

Hoje, 7 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Saúde. A data foi criada pela Assembleia Mundial da Saúde, em 1948, que tem como objetivo conscientizar a população a respeito da qualidade de vida e dos diferentes fatores que afetam a vitalidade populacional.

E, por falar em saúde, o Brasil está em estado de alerta por causa do vírus influenza A/H1N1.

De acordo com o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, o vírus já é responsável por metade dos casos de gripe registrados no país, até ontem, 6 de abril. Do total comprovado para influenza em análises laboratoriais, 50% apresentam a infecção por essa variação do vírus, responsável por uma pandemia em 2009.

Boletim divulgado na segunda-feira, 4, mostra que o subtipo influenza A já provocou, apenas nos primeiros três meses deste ano, 71 mortes – quase o dobro do que foi registrado no ano de 2015 (36). Os casos também subiram de forma expressiva. Até agora, foram 444 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – o triplo de todo 2015.

Influenza, H1N1, gripe. Qual a diferença?

  • Pode parecer confuso, mas é simples: “Influenza” é como é chamado o vírus da gripe. Só que existem três tipos: A, B, e C. O Influenza C é a gripe comum, e não causa nada além daquele mal-estar chato. Já os tipos A e B são mais preocupantes, pois podem causar epidemias sazonais. A onda de H1N1 é culpa só do tipo A – e por outras pandemias, como a grupe suína e a aviária.

Quais os sintomas?

  • Uma pessoa com H1N1 tem sintomas muito parecidos com os da gripe comum: febre alta (acima de 38ºC), calafrios, tosse violenta, falta de ar, dor de garganta, dores muito fortes pelo corpo, falta de apetite, vômitos e diarreia. A única diferença em relação à gripe normal é a intensidade dos sintomas – a gripe H1N1 deixa você bem mais fraco. Por isso, a recomendação é procurar um médico assim que surgirem os primeiros sinais da doença, o que pode demorar entre 3 e 5 dias após o contágio.

Como posso me prevenir da doença? 

  • A recomendação do Ministério da Saúde é para se evitar locais com aglomeração de pessoas, pois isso reduz o risco de contrair a doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de transmissão não é pelo ar, mas sim pelo contato com superfícies contaminadas. Por isso, o uso de máscaras pela população não é recomendado pelo Ministério da Saúde. Entretanto, quem está doente deve fazer uso de máscara, quando estiver em contato com outras pessoas, para não transmitir o vírus.

Outras recomendações preventivas: 

  • Fazer frequente higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel a 71%, retirando-se os acessórios (anéis, pulseiras, relógio), uma vez que estes objetos acumulam microrganismos não removidos com a lavagem das mãos.
  • Não divida objetos de uso pessoal, como toalhas de banho, talheres e copos; evite tocar superfícies do tipo maçanetas, interruptores de luz, chave, caneta, torneira, entre outros.

Deve-se evitar o uso de bebedouros públicos? 

  • Sim. Recomenda-se que cada pessoa utilize copo ou garrafa plástica de uso pessoal. É importante que os bebedouros sejam higienizados com muita frequência. Em caso de dúvida sobre a periodicidade da higienização, evite tomar água diretamente dos bebedouros.

A pessoa gripada deve ficar em casa, evitando ir ao local de trabalho? 

  • Pessoas com sintomas de gripe devem procurar orientação médica, antes de adotar medidas de isolamento domiciliar, além de manter as medidas de higiene indicadas.

O uso de vitamina C ajuda a prevenir contra a influenza A (H1N1)? 

  • Uma alimentação balanceada, rica em vitamina C, fortalece o organismo e ajuda a criar mais resistência contra qualquer doença. Porém, isso por si só não garante prevenção contra a influenza A (H1N1), mas ajuda o organismo a responder à infecção.

Posso tomar ácido acetilsalicílico (aspirina)? 

  • Não é recomendável, pois pode ocasionar alterações que confundam a avaliação clínica. Se houver necessidade, deve ser tomado com acompanhamento médico.

Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos? 

  • Torna o vírus inativo e o mata.

Como posso evitar contagiar-me? 

  • Evite passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca; tente não entrar em contato com gente doente ou mantenha distância de pelo menos um metro; e lave sempre as mãos. 

Posso me contagiar ao ar livre? 

  • Embora seja mais difícil, é possível acontecer sim, dependendo da proximidade que se tiver com a pessoa infectada, que esteja tossindo e espirrando.

Posso me vacinar no sistema público?

  • A campanha de vacinação contra a gripe acontece todo ano, no final de abril. Por conta da epidemia antecipada deste ano, os postos de saúde já começaram a campanha de vacinação – que vai até o dia 20 de maio. Só que nem todo mundo tem direito à vacina gratuita, apenas pessoas nos grupos de risco: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pacientes com doenças que comprometam a imunidade. É possível pagar pela vacina, os preços variam de 70 a 110 reais.

E essa vacina protege contra o que, exatamente?

  • Existem duas vacinas: a trivalente e a tetravalente. A primeira protege contra dois tipos de Influenza A, entre eles o H1N1, e outro vírus do tipo B. Esta pode ser aplicada em bebês com mais de 6 meses de idade. Já a tetravalente protege contra tudo isso e mais um tipo de Influenza B – e pode ser usada somente depois dos 3 anos.

Existe contraindicação da vacina?

  • Existe: se você tem alergia grave a ovo ou se já teve alguma reação alérgica à própria vacina, a recomendação é não tomá-la.

 

Fonte: Estadão, Unimed e Superinteressante 

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