Minha Casa Minha Vida 2

Minha Casa Minha Vida incluirá famílias com renda de até R$ 9 mil

Em evento nesta segunda-feira (06/02) no Palácio do Planalto para o relançamento do Minha Casa Minha Vida (MCMV), o ministro das Cidades Bruno Araújo confirmou que o teto de financiamento dos imóveis do programa incluirá trabalhadores com renda de até R$ 9 mil. Ele disse, ainda, que entre recursos de trabalhadores e do Tesouro Nacional, o programa envolverá R$ 60 bilhões. A expectativa é de que sejam contratadas 610 mil imóveis do programa em 2017.

“É um pacto firmado entre governo e setor da construção civil, um pacto amadurecido a partir de mudanças que revigoram o MCMV”, disse Araújo.

Tanto o ministro quanto o presidente Michel Temer destacaram em seus discursos a capacidade da construção civil de criar empregos na sociedade.

O novo modelo implica reajuste de 7,69% no perfil de renda dos beneficiários pertencentes às faixas 1,5, 2 e 3, que serão, portanto, de R$ 2.350 a R$ 2.600 na faixa 1,5; de R$ 3.600 a R$ 4.000 na faixa 2; e R$ 6.500 a R$ 9.000 ma faixa 3. O aumento, segundo o governo, seguiu a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O governo também elevou o valor teto dos imóveis que podem usar recursos do FGTS. No Distrito Federal, São Paulo e Rio, o aumento será de R$ 255 mil para R$ 240 mil. Já nas capitais de Norte e Nordeste, a mudança vai de R$ 170 mil a R$ 180 mil.

O governo prevê que serão contratadas 610 mil unidades habitacionais em 2017 no programa Minha Casa Minha Vida. Segundo o Ministério das Cidades, as faixas 2 e 3 liderarão a construção com a expectativa de até 400 mil casas neste ano.Nas demais faixas, o governo prevê 170 mil contratações na faixa 1, sendo 35 mil casas na modalidade rural, 35 mil na modalidade entidades urbanas e 100 mil no Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Além disso, há expectativa de outras 40 mil unidades na faixa 1,5.

Irregularidades
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O ministro das Cidades, Bruno Araújo, reconheceu que há uma “série de aperfeiçoamentos” que devem ser feitos em relação ao programa Minha Casa Minha Vida, mas minimizou a revelação de que quase metade dos imóveis apresentam algum problema. “É uma forma de leitura, eu não sei se o enfoque dado está correto. Preciso ver o estudo”, disse.

Conforme um levantamento divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo, quase metade dos imóveis destinados ao público mais carente do Minha Casa Minha Vida, construídos entre 2011 e 2014, apresentam algum problema ou incompatibilidade em relação ao projeto. Fiscalização do Ministério da Transparência identificou falhas em 48,9% dos imóveis da faixa 1 do programa de habitação, que contempla famílias que ganham até R$ 1,8 mil. De um total de 688 empreendimentos, foram identificadas falhas de execução em 336, que concentram quase 93 mil unidades.

Os principais problemas são trincas e fissuras (30,8%), infiltração (29%), vazamentos (17,6%) e cobertura (12,3%). Os problemas não são excludentes, ou seja, um mesmo imóvel pode ter mais de uma determinada situação. A grande maioria dos problemas identificados está relacionada com falhas ou deficiências dos ambientes por causa da incidência de água

Emprego

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, reforçou nesta segunda-feira, 6, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, que o objetivo de atualizar e “dar continuidade” no programa MCMV é retomar a geração do emprego. “O objetivo é que o MCMV tenha no seu cerne a geração do emprego. Estamos dando continuidade ao processo de estabilização da economia e retomada do crescimento”, afirmou. Dyogo disse ainda que o governo não gosta de fazer corte de gastos. “Não somos masoquistas nem temos prazer em ter cortes de gastos. O que nos interessa é ter mais eficiência no gasto público”, afirmou.

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