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Quase 11 mil pessoas vivem em imóveis abandonados na capital paulista

Dos 75 edifícios vistoriados pela prefeitura, 51 estão ocupados. São quase 11 mil pessoas vivendo em imóveis abandonados pelos proprietários. A maioria deles, 37, são propriedades particulares. Os outros 16 são prédios públicos, como o Wilton Paes de Almeida que desmoronou há três meses.

29 dos 51 edifícios estão vinculados a movimentos sociais de moradia que conseguem garantir estruturas como brigadas de incêndio e manter rotas de fuga desobstruídas.  Desses, 11 prédios já podem ser transformados em moradia popular.

Já entre os imóveis particulares, 10 estão em processo de reintegração de posse e as famílias podem ser retiradas a qualquer momento. Para outros 27 imoveis, a prefeitura ainda estuda o que vai ser feito.

Do total de edifícios, dois vão ter que ser interditados nos próximos dias. São prédios que não poderiam ter condições de segurança mesmo com a intervenção imediata da prefeitura.

Cerca de 100 famílias vão ser atingidas e depois que deixarem os prédios, passam a receber o auxílio aluguel no valor de R$ 400 por mês pelo período de um ano.

A avaliação feita pela prefeitura é de que a situação é menos crítica do que se imaginava. Já os movimentos de moradia olham com desconfiança para a conclusão  e questionam a solução transitória que vai ser dada para as famílias, como explica Sidnei Pita, da coordenação nacional da União dos Movimentos de Moradia.

No último dia 13, um prédio foi interditado pela prefeitura. 79 famílias tiveram que deixar o lugar conhecido como caveirão. A prefeitura anunciou que faria as vistorias nos prédios em primeiro de maio, dia que o edifício desmoronou no centro de São Paulo.  Sete pessoas morreram no desastre. Outras duas seguem desaparecidas.

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