“Retratos, diálogos da identidade”, exposição da Magnum Photos na FIESP

Quer conferir uma exposição fotográfica incrível no fim de semana?

A mostra “Retratos, diálogos da identidade” é uma composição de fotografias lendárias da agência Magnum.

Além de evidenciar a força comunicativa dos retratos, a mostra convida o público a ver de perto provocações, estilos, métodos e tecnologias.

Pela primeira vez no Brasil, você confere uma seleção de fotos de personalidades como Grace Kelly e Salvador Dalí, sob as lentes do norte-americano Philippe Halsman.

Já o italiano Paolo Pellegrin expõe personalidades do cinema hollywoodiano sob um outro olhar documental.

Nomes como Brad Pitt, Penélope Cruz e Leonardo DiCaprio são clicados em momentos de concentração e preparo nos sets de filmes hollywoodianos que marcaram suas carreiras entre os anos de 2007 e 2010.

Lembra da Menina Afegã, capa da revista National Geographic em 1985? O americano Steve MaCurry concedeu o retrato na íntegra, além de exibir outros clássicos cliques pelo sudeste asiático, feitos entre 1985 e 2014.

A exposição é a última da série que o SESI-SP realiza em parceria com a Magnum Photos.

A mostra fica em cartaz até o dia 27 de dezembro, corre e não perca uma história de arte, fotografia e emoção!

Sobre os fotógrafos

Paolo Pellegrin (1964)

Nascido em 1964, na Itália, Paolo Pellegrin estudou arquitetura na L’Università la Sapienza e fotografia noInstituto Italiano de Fotografia, ambos em Roma. Em 2001 se juntou à agência Magnum Photos, sendo nomeado membro em 2005.

Em sua carreira, foi fotógrafo da Newsweek por dez anos, e recebeu o título de Fotógrafo do Ano, uma medalha de excelência da Leica, o prêmio Olivier Rebbot, o Hansel-Meith Preis, uma medalha de ouro no prêmio Robert Capa e dez edições do prêmio World Press Photo. Em 2006, recebeu o W. Eugene Smith Grant de fotografia humanística.

“Estou mais interessado em uma fotografia que está ‘inacabada’- uma fotografia sugestiva e capaz de desencadear uma conversa ou diálogo. Há imagens que são fechadas, finalizadas, em que não há como entrar” – Paolo Pellegrin.

Philippe Halsman (1906-1979)

Philippe Halsman nasceu na cidade de Riga (Letônia), mas sua carreira na fotografia só começou quando foi para a França. Em 1934, abriu um estúdio de retratos em Paris, onde fotografou muitos artistas e escritores conhecidos usando lentes que ele mesmo havia construído.

Parte do grande êxodo de artistas e intelectuais que fugiram dos nazistas, Halsman chegou aos EUA com sua família em 1940. Ao longo de 30 anos de carreira, produziu inúmeras reportagens e capas de grandes revistas americanas, que o colocaram frente a frente com inúmeras personalidades importantes do século XX. Seusretratos foram capa da revista LIFE por 101 vezes, recorde que nenhum outro fotógrafo alcançou.

Em 1941, iniciou uma parceria com Salvador Dalí que durou 37 anos. No início dos anos 1950, começou a pedir para que seus modelos pulassem em frente à câmera no final de cada sessão. As imagens possuem uma energia incomum e se tornaram parte de seu legado fotográfico.

“A maioria das pessoas se enche de auto-consciência quando posa para uma fotografia. Iluminação e o equipamento de câmeras finas são inúteis se o fotógrafo não conseguir fazer com que tirem a máscara, pelo menos por um momento, para que ele possa capturar no filme sua real, não distorcida personalidade e caráter” – Philippe Halsman.

Steve McCurry (1950)

Nascido na Pensilvânia (EUA), estudou cinema na Universidade da Pensilvânia antes de trabalhar em um jornal local como freelancer durante anos. Em sua primeira viagem ao exterior, McCurry vai para a Índia explorar o país e o subconsciente da população local com sua câmera. Após meses de viagem, cruzou a fronteira para o Paquistão, onde conheceu um grupo de refugiados do Afeganistão, que o ajudaram a atravessar clandestinamente a fronteira, pois na época os russos haviam bloqueado a entrada da imprensa no país. Infiltrado, McCurry trouxe para o mundo as primeiras imagens sobre o conflito no Afeganistão, dando um “rosto” ao problema.

Desde então, seguiu fotografando conflitos, o desaparecimento de culturas, tradições antigas e a cultura contemporânea, mas sempre mantendo o elemento humano em seus trabalhos. McCurry ganhou grande destaque pela foto da menina afegã, um dos ícones do conflito no Afeganistão.

“O que importa para o meu trabalho é a imagem individual. Eu fotografo histórias como missão e, claro, elas têm que ser colocadas juntas coerentemente. Mas o que mais importa é que cada uma permaneça ela mesma, com seu próprio espaço e sentimento” – Steve McCurry.

Elliott Erwitt (1928)

Nascido em Paris, filho de russos, Erwitt cresceu na Itália, e mudou-se para os EUA com 11 anos, sem falar uma palavra em inglês. Com 14 anos adquiriu sua primeira câmera, mas foi apenas nos anos 1950 que se tornou fotógrafo profissional, atuando tanto em publicações jornalísticas diversas, quanto como fotógrafo de peças comerciais.

Em 1951, foi recrutado pelo serviço militar e assumiu vários deveres fotográficos enquanto servia em diferentes postos na Alemanha e na França. Anos depois, enquanto estava em Nova York, Erwitt conheceu o fotógrafo húngaro Robert Capa, que o convidaria a se juntar à Magnum em 1953. Chegou a presidir a agência no final da década de 1960, mas em 1970 voltou-se para o cinema, produzindo vários documentários e filmes. A fama e o reconhecimento por seu trabalho vieram graças aos registros em preto e branco tirados de forma irônica que preenchiam as situações mais simples do cotidiano com leveza e bom humor.

“É sobre reagir ao que você vê, esperançosamente sem preconceito. Voce pode encontrar imagens em qualquer lugar. É simplesmente uma questão de perceber coisas e organizá-las. Você só precisa se importar com o que está ao seu redor e ter uma preocupação sobre humanidade e a comédia humana” – Elliott Erwitt.

Bruce Gilden (1946)

Nascido em Nova Iorque, Gilden iniciou seu trabalho em 1969, fotografando Coney Island, no Brooklyn, e posteriormente o Mardi Gras, uma festa carnavalesca que ocorre todos os anos em Nova Orleans. Em 1984, viajou pela primeira vez para o Haiti, onde permaneceu por 11 anos. Em 1996, seu livro Haiti ganhou o Prêmio Europeu de Publicações para Fotógrafos.

Em 1994, enquanto morava em Tóquio (Japão), iniciou o projeto fotográfico Yakusa sobre as máfias japonesas, cujas imagens foram publicadas no livro “Go” (2000). Gilden se juntou à Magnum em 1998, quando produziu outro longo projeto pessoal, viajando pela Índia, Rússia, Romênia, e sempre voltando para Nova Iorque, onde trabalha desde 1981. Os frutos desse projeto culminaram nas publicações Facing New York (1992) e A Beautiful Catastrophe (2005).

“Sou conhecido por tirar fotografias muito perto, e quanto mais velho eu fico, mais perto eu chego” – Bruce Gilden.

Martin Parr (1952)

Nascido no Reino Unido, Martin Parr se interessou por fotografia muito cedo, encorajado por seu avô, George Parr, um fotógrafo amador. Entre os anos 1970 e 1973, estudou fotografia na Manchester Polytechnic, e a partir daí criou uma reputação internacional por sua abordagem social nos ensaios. Ele se junta à Magnum, em 1994.

Dentre seus projetos, destacam-se os quatro anos que passou documentando o Black Country, uma das áreas mais industrializadas da Grã-Bretanha, cujo nome vem dos 10 metros de carvão que recobrem o solo da região.

Parr já recebeu os prêmios Erich Salomo, em 2006, e o Baume et Mercier em reconhecimento a sua carreira profissional e contribuições para a fotografia contemporânea, durante o PhotoEspana 2008. Durante sua carreira, já esteve à frente de inúmeras exposições, galerias e museus, e publicou mais de 80 livros de seu próprio trabalho e editou outros 30.

“Com a fotografia, eu gosto de criar uma ficção fora da realidade. Eu tento fazer isso pegando o preconceito natural da sociedade e dando-lhe uma torcida” – Martin Parr.

Serviço:

Exposição: Retratos, diálogos da identidade

Data: 3 de outubro

Em cartaz: até 27 de dezembro

Horários de funcionamento: diariamente, das 10h às 20h

Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp- Av. Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon Masp do Metrô

Entrada livre e gratuita.

Informações sobre fotografos. Fonte: infoartsp

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Edição: Ana Gandra

OFF: Jéssica Galter

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